
A convidada deste episódio do PodCAAD, o podcast do CAAD, é Clotilde Celorico Palma, professora universitária, árbitra e especialista em Direito Fiscal. Como não podia deixar de ser, a entrevista percorre alguns dos temas centrais da fiscalidade contemporânea.
A propósito dos 40 anos do IVA em Portugal, Clotilde Celorico Palma fala sobre a importância deste imposto, que é a principal fonte de financiamento do Estado, bem como os desafios associados à sua natureza regressiva e à elevada carga fiscal sentida no país; sublinha a necessidade de simplificação, estabilidade e racionalização do sistema fiscal, defendendo que as alterações devem ser estruturais e devidamente explicadas aos cidadãos. Neste contexto, ganhou particular destaque a literacia fiscal e a educação financeira, áreas às quais a convidada tem dedicado parte do seu percurso, nomeadamente através de projetos dirigidos aos mais jovens, como a coleção “Joaninha e os Impostos”, promovendo uma maior consciência cívica e moral tributária.
Clotilde Celorico Palma comentou também os desafios trazidos pela globalização, digitalização, comércio eletrónico e inteligência artificial, bem como o impacto dessas transformações na fraude e na administração tributária e destacou o que entende que tem sido o papel crescente da arbitragem tributária e do CAAD na resolução de litígios.
Na rubrica “Uma boa ideia para a justiça” sugere o reforço do número de juízes, um sistema informático mais robusto, a migração permanente dos processos do judicial para a arbitragem e a amplitude (qualitativa e quantitativa) do seu objecto.

Luís Rosa, jornalista do Observador, é o primeiro convidado de 2026 do PodCAAD, o podcast do CAAD.
Neste episódio do ano queremos colocar a justiça em perspetiva e saber quais as expectativas, os desafios, os casos, os protagonistas da perspectiva de um jornalista que acompanha precisamente esta área há mais de vinte anos.
Luís Rosa falou sobre a relação dos media com a justiça; sobre os grandes processos, a exposição mediática e de como eles afectam a percepção pública da justiça.
Na rubrica "Uma boa ideia para a justiça", Luís Rosa sugere duas, na verdade: linguagem mais simples, acessível e sintética e a digitalização da justiça, nomeadamente, do processo penal.

